22 julho 2012

Bandas Sonoras de Jogos: Botanicula

Amanita Design, um estúdio independente checo que desenvolve jogos Indie que são um petisco como as animações de Vasco Granja aos fins-de-semana, transporta-nos para um mundo de ilustração infantil onde fazemos parte dum grupo de miúdos vegetais que vão combater um mal que se vai apoderando de todo o verde da terra. Não chegasse o casamento da animação com a banda sonora, as vendas do disco vão directamente contribuir para a preservação das florestas.


18 março 2012

Balão de oxigénio criativo rebentou

Uma questão que me veio à cabeça: termos gerais e económicos, da capacidade dalguém aceder de ter poder de compra, informativo e distribuído, para quem está projectada a cultura? Continuo pensando que nem o Estado fomenta a cultura, nem a cultura quer chegar a todos. Daí, penso, o fenómeno La Feria ter sido um sucesso por ter criado uma ponte entre a revista a peça e o poder de compra ou a sensação do cliente, aluno, espectador ter feito boa aposta porque conhece já o produto.

Falo das diferenças entre cultura produzida, cultura adquirida e cultura requisitada por critério referindo-me às questões anteriores sobre a produzida. A exposição da Natureza Morta (gratuita) na Gulbenkian, caso de cultura requisitada, provou que as pessoas estão sedentes de cultura ou ansiosas por acesso, o mesmo com as do Museu Berardo e com todas as que têm aberto as portas ao público e sido divulgadas. Agora, quanto ao futuro da cultura em si produzida, essa que tem de chegar a todos economicamente e empaticamente se por inevitabilidade ora de má gestão, de má distribuição económica e relacional, de fraca divulgação, estreitando-se para um público que a aceda, não incontornavelmente iria desembocar num indo de encontro a este corte litigioso.


a propósito desta notícia.

02 setembro 2011

Contra o Acordo Ortográfico

Digo simplesmente isto: A língua é parte integrante da estruturação que nos define antropologicamente, sociologicamente e socialmente como seres humanos. Tal representa parte da nossa individualidade, carácter, expressão. É um direito que nos rege colectivamente e individualmente como cidadãos já que nos fundimos culturalmente e educacionalmente a ela a partir do momento em que nascemos.

É parte intrínseca à nossa pessoa, portanto uma violação, não uma postura democrática, não uma comunicação bilateral entre Estado e Cidadão, alterá-la sem o consentimento prévio não fazendo um levantamento sob forma legal das opiniões gerais de todos os contribuintes, dos que fazem parte desse organismo chamado sociedade, os cidadãos, nós.

Um Estado que atropela esse direito e um cidadão que é apático ou parcimonioso sobre as alterações elementares à sua pessoa e carácter, má ventura, representa que ambos fazem parte dum sistema doente que degenera os pilares que o sustentam tornando-se noutra coisa que não aquilo que legalmente é avançando cadenciadamente sem travões para uma comunicação unilateral: a imposição e a submissão compulsivas.

Com ferramentas ao seu mais que alcance, é dramático que o lesado, todos nós, usufruindo de tais frutos das conquistas dos anteriores e da História com sangue e suor, nem que seja no mais básico e elementar, saibamos reagir e lutar pelos direitos dados como garantidos. Como dizia José Gil e independentemente de jogos partidários – apoliticamente frisando – Portugal está hoje e estará no futuro com medo de existir, de inscrever. Inscrevamos com esta ferramenta à mão assinando a iniciativa ILC Contra o Acordo Ortográfico, porque a temos aqui, escarrapachada bem à frente dos narizes.

José Pedro Gomes

iniciativa ILC - Contra o Acordo Ortográfico

18 maio 2011

Gliese 581d is the First Discovered Terrestrial-mass Exoplanet in the Habitable Zone

Gliese 581d is the First Discovered Terrestrial-mass Exoplanet in the Habitable Zone

08 abril 2011

Onde estão no Japão?...

(Help Japan by James White.)

...o arsenal ultra-tecnológico contra fugas nucleares, as armaduras de homem de ferro anti-radiação, o conhecimento, esse espólio da ciência e todas as cabeças pensantes que produzem soluções?
Onde está o robô, o micro-processador, o videojogo, o accionista, o G7, a ajuda prontificada a todo o esforço por forças mundiais e o decreto mundial de ajuda instantânea em máximo vapor?
Onde está o que está em bom nome da guerra e não está no Japão? Onde está isso escrito não sendo aplicado mas aplicado sim num esforço mundial de fazer cair ditadores e estabelecer a democracia? Onde está o combate ao terrorismo em forma de soldados brancos?
Em que patamar dialéctico está onde deveria estar aplicada a rebuscada retórica governamental, onde está a trama política transformada em acção? Em que gaveta lírica está exemplificado o ensinamento deontológico que tantas prédicas moraliza ao rebento cidadão que frequenta a escola? Onde está a cama do paciente que faz psicanálise de Freud à patologia mental económica que já rodou empregados, cidadãos, revoltados, idealistas?
Porque é que milhões de não governos atiram-se de boa vontade estendendo um braço transcendendo a fronteira da "raça" e das diferentes culturas, saltando por cima de quezílias históricas, milhões de normais que seguem uma filosofia em prática antítese ela da que os seus superiores hierárquicos balizam? Porque é que tantos são os "analfabetos" que se preocupam e tão pouco se vê da prática dos "iluminados"?
Porque é que tantas ferramentas acumuladas símbolo dos tempos modernos ficaram na alfândega e porque é que o mundo se prontifica a meter o nariz na queda de ditadores em nome da democracia e dos valores e das morais e da liberdade humana e ainda não fez a alquimia do ouro para a corrente humana?
Onde está essa centelha de encarnação no outro sobreposta por problemas caprichosos individuais que num todo de bocado em bocado se foram tornando num egoísmo febril? Onde está esse grave diagnóstico de insanidade passado de urgência às empresas e à economia, à etérea responsabilidade e às classes abastadas maníaco-paranóicas, ao louco capitalismo à solta, indomável que escala o topo da pirâmide social...
Como fazer mudar a mentalidade lapa que se prende ao isolacionismo territorial autista que vê o outro não como parte duma rede entrelaçada em simbiose entre meio e espécie mas como partes egoístas ou uma teimosia caprichosa e nhurra.
É tão difícil assim?

STAT COUNTER


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