16 janeiro 2007

. Tacteio

Tacteio à força e digo-me que vivo. Atiro promessas vestido emproado esbarrantes como cartas de papel empilhadas. calamidade dos sustos que rompem em gritaria muda cheia de medo. Já disse que não era mas sendo que tormento. Perseguição do rabo tonto, esfaimado pelo despertar. Tacteio com luvas não querendo expor os dedos às agruras do toque. É do plástico esse da miséria do achar-se imagem. Que teimosia a das luvas e do espelho. Mordo o tacto que se empoleira, garatuja do orgasmo químico. À força das imposições que esganam.

Mira, mira, tens tudo sabido à volta.

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