05 agosto 2007

REMINISCÊNCIAS - O Tal Canal - Debate Governo/Oposição


Mais de 20 anos se passaram. Soa distante?





Desperdiçados num tempo dum antro de parasitismo chamado Portugal, a equipa de o tal canal está fragmentada.

A propósito de toda a pseudo-censura que se tem manifestado nos últimos tempos (é pseudo porque nem sequer tem os colhões em admitir que censura), não nos esqueçamos que em 1988 o Humor de Perdição foi literalmente censurado pela considerada de escandalosa analogia às personagens históricas (recordem-se as entrevistas históricas a Florbela Espanca, Afonso Henriques, Fernando Pessoa, D. Sebastião, Luis de Camões, etc., com texto de Miguel Esteves Cardoso - tendo sido tiradas de cena as últimas 3 entrevistas). Meus caros..., esta mentalidade está fossilizada na cultura, há-que contrariá-la nas personalidades individuais do comum, arrasta-se, arrasta-se e diz-se que é assim - adiante:

Foi aí, que mesmo sendo um chavaleco, me apercebi que o Herman se iria transformar por um pacto forçado. Sou um admirador incondicional daquele Herman José e dos programas de ultra-qualidade humorística desse passado dos 80s e princípios de 90s. Mas Herman José optou pelo narcisismo e por estabelecer frentes diplomáticas com a inclusive alta sociedade que satirizava - uma elite pedante e medíocre. George Lucas foi majestoso na primeira trilogia - o ingrediente mágico estava numa robusta e magnífica equipa e no empenho que acima de tudo era estimulado por um frenesim de criatividade e esperança ideológica (épocas sociais de ebulição foram trampolins - tal como um fim de Vietname nos EUA, e um pós 25 de Abril em Portugal).

Ambos, tanto Lucas como Herman fracassaram plenamente encarando o seu génio como factor individual e exclusivo - Julgaram-se deuses e como deuses sucumbiram ficando-lhes agora a memória do passado. Devo frisar que ambos marcaram positivamente a minha história de vida e ainda hoje ao revê-los não contenho um escangalhar de risos como sinto a magia duma tragédia ficcionada em epopeia espacial. Curiosamente só os encaro especiais aquando da participação de todo o pessoal que contribuiu para esses históricos momentos mágicos.

Herman José vê “Tal Canal” e pergunta quem é “aquele rapaz talentoso”

O rei dos humoristas portugueses assustou amigos e colegas quando, durante visionamento pela equipa do “Herman SIC” de alguns episódios do “Tal Canal,” perguntou quem era “aquele rapaz talentoso a fazer de Nelito.” Inicialmente, pensou-se que fosse apenas mais uma manifestação do seu prodigioso sentido de humor mas depressa se percebeu que não, quando o humorista manifestou interesse em convidá-lo para uma patuscada em Azeitão e em pô-lo a fazer de homossexual berrante numa rábula depois de lhe tingir o cabelo de louro. De acordo com o seu médico, Herman José manifestou os sintomas primordiais de um esgotamento cómico ao não conseguir reconhecer-se a si próprio. No entanto, o seu estado de saúde não impedirá que continue a trabalhar num novo formato para a SIC, “Hora H”, programa de “humor inteligente” que o autor já prometeu poder vir a ter quase tanta piada como algumas das coisas que fez no passado… ou não. Instado a comentar o seu estado de saúde, o humorista preferiu citar marcas e preços de todos os produtos de luxo que comprará até ao Natal, passando de seguida a enunciar rimas obscenas num inglês afectadíssimo entrecortado por palavrões em alemão.

trecho tirado de inÉPCIA

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