BLOGUE INAPTO PROCESSADO! - ACTUALIZADO

InApto - PROCESSADO!


NOTA:

POR QUESTÕES PROCESSUAIS, O JORNAL DAS BEIRAS DEIXOU DE ESTAR ONLINE, POR CONSEGUINTE OS LINKS PARA OS ARTIGOS QUE DESPOLETARAM O PROCESSO DEIXARAM DE TER EFEITO.


Os artigos da polémica

ACTUALIZADO A 15-07-2007 - António Pinto Correia


Tenho seguido com atenção o movimento de solidariedade que se gerou em torno do InApto e agradeço-a.
Após ter lido uma série de textos concluí que se impunham alguns esclarecimentos.

1. O InApto é um blog pessoal e que nada tem a ver com o jornal que dirijo.
2. Todos os textos que aqui são publicados são de minha autoria e não pretendem veicular informação.
3. Os textos reproduzem apenas a opinião do autor enquanto cidadão e em circunstância alguma a do jornalista.
4. Decorrem processos contra mim, enquanto director do jornal e contra este órgão de informação.
5. Decorrem separadamente processos contra o blog InApto.

Esclarecidos estes itens, parece-me importante e pertinente tecer uma ou duas considerações.

Relativamente aos artigos do jornal, não entendo de todo a atitude da actual directora do museu Grão Vasco, que poderia ter accionado o direito de resposta, coisa que nunca fez.

Enquanto jornalista, tudo fiz para que o contraditório fosse possível. Recusou sempre qualquer contacto comigo e/ou com outros jornalistas do Voz das Beiras, jornal aliás, que numa atitude sem precedentes no pós 25 de Abril, a senhora mandou retirar do espaço do museu. Quero lembrar que o Grão Vasco é um espaço público e que não é a casa da Dr.ª Ana Paula Abrantes, pelo que não lhe reconheço autoridade para fazer semelhante desmando e apenas com o recurso à lei a legalidade foi reposta. Da mesma forma, quando lhe solicitei documentos na qualidade de jornalista, estes foram-me recusados e apenas quando obrigada pela lei pude ter acesso aos ditos.

Os documentos vinham adulterados, o que configura um crime de falsificação.
Surgem então os processos contra o jornal e o director do mesmo. É um direito que lhe assiste e que não contesto. Em Tribunal se esclarecerá toda a situação.
É importante salientar que o jornal continuou a veicular notícias sobre eventos realizados no espaço do museu, revelando dessa forma a independência que caracteriza este órgão de informação.

Da mesma forma, resolveu processar o autor do blog e o InApto por alguns textos que a senhora achou serem-lhe dirigidos.
Repito que o autor do InApto é o cidadão A. Pinto Correia e não jornalista e director do jornal.
Parece-me gravíssimo que me tenha sido solicitado pela PJ a pedido do MP que identificasse os autores de comentários – misteriosamente desaparecidos – no sentido de a Dr.ª Ana Paula Abrantes poder actuar judicialmente contra essas pessoas. Naturalmente que nada disse sobre as pessoas. Por duas razões: porque efectivamente não faço a menor ideia de quem pudessem ser, mas mais importante do que isso, jamais me prestaria ao papel de delator.

Espero, neste curto texto, ter esclarecido alguns pontos e manifesto aqui a minha inteira disponibilidade para posteriores esclarecimentos sobre dúvidas que se levantem. Podem contactar-me através do e-mail, apcorreia@vozdasbeiras.com

Post-scriptum: gostaria de colocar aqui os links de todos os blogs que se têm mostrado solidários e que têm debatido o assunto, mas confesso que não sei colocar os links de forma a poderem direccionar os leitores para os referidos espaços.
Fica aqui o meu reconhecimento a todos.

Devo uma palavra igualmente de agradecimento à inspectora da PJ que tem investigado este caso por se ter mostrado sempre cumpridora das regras, de uma tremenda simpatia, de uma enormíssima correcção e que em circunstância alguma recorreu a procedimentos menos lícitos, limitando-se apenas a cumprir o seu dever.

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António Pinto Correia explica por e-mail (11/07/2007):

Meu caro, terei todo o gosto em lhe facultar elementos. Sou o director do Jornal Voz das Beiras - em fase de reestrutração - e que em breve terá outro título. Já entenderá o porquê. O museu Grão Vasco é um polo de importância cultural - diria mesmo capital - que deveria contribuir para o desenvolvimento da região. Foi superiormente dirigido pela Drª Dalila Rodrigues - hoje directora do Museu de Arte Antiga em Lisboa - atá à sua transferência - por mérito - para o actual local de trabalho e substituida pela Drª Ana Paula Abrantes, eis professora do ensino básico durante cerca de 30 anos, durante os quais se licenciou em História e posteriormente fez um doutoramento. Ao fim deste período, passou 6 meses no Instituto Português de Museus e foi nomeada - resta apurar como - para a direcção do Grão Vasco. Nada disto seria polémico se inexplicavelmente não começasse a despedir pessoal altamente qualificado e o substituisse por desempregados sem formação adequada através dos Programas Ocupacionais. A sua posse deu-se um dia antes da comemoração do Dia Internacional dos Museus de 2005, para o qual o Museu já tinha programa. A saber: ao tempo, havia um fortissimo movimento homofóbico por estas bandas como deve estar recordado. Toda a imprensa fez eco disso. Do citado programa constava uma inter-acção de actoresa nus, cobertos com recortes de imprensa e a senhora achou que "As pessoas de Viseu não estão preparadas para verem este tipo de coisas. (sic)" Houve então por parte de toda a imprensa - incluindo a nacional - um forte eco a esta atitude censória e atentatória da liberdade de expressão artisitca. O meu jornal fez igaulmente eco dessa e de outras atitudes levadas a cabo pela senhora, que não gostando, resolveu colocar o jornal em tribunal. É um direito que lhe assite e que não contesto. Todavia, gostaria que em lugar dessa atitude ela me tivesse provado que eu estava enganado e que o museu continuaria a ser motivo de orgulho para a cidade e para a região e que a Drª Ana paula Abrantes era afinal uma excelente directora de museu. Garanto-lhe que não me custaria nada fazer eco disso; ao invés, seria um prazer constatar que ne havia enganado. Infelizmente não foi o caso. No InApto coloquei alguns textos de cariz satírico que realçavam exactamente a incompetência e daí o blog ter sido processado. Mas a história não acaba aqui. Os ditos textos foram removidos e os comentários também. Desapareceram! Aquando do terceiro interrogatóro da PJ - a que me recusei sempre a responder - foi-me pedido que identificasse as pessoas que comentavam. Pois pasme: à minha frente, estavam os textos desaparecidos do arquivo e os comentários respectivos!!!! Eis agora alguns dos textos da polémica.

Bem, parece-me que já tem que ler. Não lhe posso fornecer os textos escritos no InApto por terem desaparecido, como lhe disse antes. Terei o maior gosto em o esclarecer sobre qualquer ponto que lhe pareça mais obscuro. Uma coisa é certa. a nomeação desta senhora deveu-se APENAS a ser membro do PS e o marido ser um destacado dirigente do mesmo na região de Aveiro. Muito grato pela atenção e pela solidariedade.

Um abraço

Comentários

  1. Já sabia que este Blog estava a ser processado. Soube através de outro blog e só me dá vontada de berrar. JÁ CHEGA!

    Quanto aos links, todos eles vão dar a um site que nada tem a ver com o do Inapto.Os textos devem ter sido removidos, o estranho é que quando um texto é removido vamos dar a uma página em branco, não a um site que presta serviços de Internet. Estranho?!


    Beijinhos

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  2. Ora vivas amiga! Bem-vinda!

    Temo que este género de situações perdure enquanto o mais comum dos cidadãos subordinar-se a "poderes instituidos" (o poder como camafeu ou Adamastor).

    O paradigma medieval desses vínculos hierárquicos perdura na mentalidade vigente do português. É fulcral transpor-se esse dogma encarando-se uma sociedade, organismo, por aí, como um todo em simbiose... como por exemplo, a naturalidade com que hoje existe num qualquer jornal, a secção do cidadão. Aprende o jornal, aprende o cidadão, participam ambos, aprendem-se.

    Tenho também na pele experiências de más chefias quando trabalhei no MNA (museu nacional de arqueologia).

    Obrigado por me teres alertado sobre os links. Creio que terá a ver com o processo em si que decorre. Os artigos online serão prova ou evidência do processo.

    Beijo

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  3. Força Guerreiro!
    1. Verdade.
    2. Honestidade.
    3. Integridade.
    4. Respeito.
    5. Coragem.
    6. Competência.
    7. Imparcialidade.
    8. Justiça.
    9. Diligência.
    10. Objectividade.
    11. Amor próprio.
    12. Amor Universal.
    Abraço-te!

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